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Falando de si: estudos sobre autopercepção e histórias de vida de pessoas com deficiência intelectual – (2016-2020)

Falando de si: estudos sobre autopercepção e histórias de vida de pessoas com deficiência intelectual – (2016-2020)

Coordenação: Profª Drª Rosana Glat

Financiamento: CNPq (Bolsa de Produtividade em Pesquisa, FAPERJ (Cientista do Nosso Estado, Bolsa de Iniciação Científica), UERJ (Prociência, Bolsa de Iniciação Científica)

O objetivo geral da pesquisa foi analisar os impactos das atuais políticas de inclusão na autopercepção, vida cotidiana e expectativas de 30 jovens e adultos com deficiência intelectual, residentes no Rio de Janeiro e no Amazonas, a partir de seus relatos pessoais, obtidos em entrevistas abertas com base na metodologia de História de Vida. Embora, já haja um conjunto de estudos que privilegiem a escuta de sujeitos com deficiência intelectual, assim como de outros grupos marginalizados, a relevância desta pesquisa consistiu na sua aplicabilidade para a reconfiguração de teorias a respeito da deficiência, políticas públicas, estratégias e procedimentos de atendimento educacional.

Os dados oriundos do cotejamento da análise das falas dos participantes da pesquisa e depoimentos encontrados em produções científicas nacionais e internacionais desmistificam o estereótipo de que pessoas com deficiência intelectual são sempre dependentes e que não teriam condições de levar uma vida autônoma, quando adultos. Entretanto, há que destacar que apesar da maioria dos entrevistados ter mais acima de 25 anos), todos moram com suas famílias e poucos têm independência para se locomover na cidade.

Em termos de relacionamentos amorosos e de amizades, confirmando dados de outras pesquisas, pessoas com deficiência intelectual tendem a privilegiar seus pares. Alguns sujeitos que estudam ou trabalham em ambientes inclusivos indicaram dificuldade de relacionamento com colegas sem deficiência. A superproteção familiar e a falta de autonomia para sair sozinho, contribui para limitar suas interações sociais e desenvolvimento pleno da sexualidade.

Os relatos dos sujeitos que frequentaram a escola comum, em consonância com estudos de campo anteriores, desvelaram não ter vivenciado experiencias escolares que permitissem sua aprendizagem e inclusão social. Destaca-se, ainda, a dificuldade de inserção e a permanência no mundo do trabalho, sobretudo devido à capacitação inadequada para assumir novo papel para além da vida escolar. Cabe ressaltar destacar que a idade dos entrevistados, tanto em nossas pesquisas como nos estudos analisados, variava da adolescência até a idade adulta, incluindo pessoas com mais de 50 anos, que foram escolarizadas e socializadas em períodos pré-inclusão. Pretende-se nosso próximo estudo verificar as experiências daqueles que cresceram e já foram inseridos na escolarização e no mundo do trabalho na vigência das políticas de inclusão.

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